The blues never lie...

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“Quem nunca dormiu à noite e acordou de repente, suando frio e chorando, chorando e chorando. Se isso lhe aconteceu, então você foi apanhado pelo blues”
Robert Johnson, o blues em pessoa!
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Não me culpe...

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Clique para ampliarTotalmente inspirando nesse pôster do pessoal do Blood For Oil.
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Cordeirópolis e o racionamento de água

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Clique para ampliarA cidade de Cordeirópolis corre o risco de passar por um período de racionamento de água, se soluções imediatas não forem tomadas enquanto a região não passar pela estiagem em que se encontra. O nível da represa da cidade (foto) está quase dois metros abaixo do normal. Essa constatação foi feita essa semana pela reportagem da Tribuna. Com o nível baixo, é quase certo um período de racionamento em todos os bairros da cidade.

A constante falta de água no Jardim Cordeiro tem deixado os moradores indignados. O problema se agravou nos últimos dois meses e muitos se sentem prejudicado porque pagam em dia a conta de água, mas o abastecimento não é proporcional. O incômodo acontece durante todo o ano, mas em épocas de verão, quando o uso da água é maior, os moradores ficam ainda mais revoltados em função do problema.

Antes, a água faltava apenas na primeira rua do bairro. Esse mês, porém, as quatro primeiras ruas já sofrem com a falta. Se antes a água chegava às casas somente durante as primeiras horas do dia, hoje os moradores chegam a ficar uma semana sem água. A situação é tão preocupante que até nos finais de semana o problema persiste. Vários moradores contaram seus problemas, mas nenhum quis se identificar. “Infelizmente, ninguém nos dá uma explicação sobre o problema, e quando ligamos para o SAAE, somos tratados com ironia”, lamenta uma moradora.

Segundo ela, o problema está sendo tratado de maneira política, e não administrativa. “Quando vamos questionar o porquê da falta, dizem que o problema vêem de outras administrações. Mas qual a nossa culpa? Queremos água, não queremos saber de guerrinha política”, diz. A situação desses moradores está beirando ao desespero. “Chegamos em casa, depois de um dia longo e cansativo de trabalho e não temos água para tomar banho e para cozinhar. Com o calor, estamos preocupados com nossa saúde, principalmente das crianças”, lamenta Lindinalva Aparecida Sales.

Muitas pessoas armazenam a água durante a noite. Quando abrem as torneiras durante o dia, sai somente ar. “O hidrômetro está registrando o ar que passa por ele. Estamos pagando por ar em vez de água”, disse Lindinalva. Avaliando as contas de água, ela não constatou diminuição no valor do consumo. “É muita humilhação ter de tomar banho de balde todos os dias. Não merecemos isso!”

O que falta?
O orçamento do SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto, é de R$ 2,5 milhões para esse ano. No ano passado, houve um aumento de 23% na arrecadação, o que fez com que cerca de R$ 1,5 milhão fossem arrecadados em 2005. Foram economizados 500 mil litros de água por dia, segundo informações oficias. Há ainda informações de que a autarquia tenha encerrado o ano com superávit em caixa.

Mesmo com todo esse avanço, fica difícil entender a razão de o abastecimento continuar sendo o principal problema no jardim Cordeiro. Sobre essa dúvida, dois vereadores foram consultados para saber quais medidas devem ser tomadas. “Para mim, o descaso com que a população está sendo tratada deveria ser caso de polícia. Não é possível que uma Prefeitura com R$ 50 milhões de orçamento possa deixar problemas assim acontecerem. E o pior é que ninguém dá satisfação nem para os moradores e nem para nós, vereadores”, desabafa Reginaldo Martins da Silva (PFL), que esteve no local para ver o problema de perto.

O parlamentar vai mais além. “Isso é incompetência administrativa. Um governo precisa olhar para todos, e não para meia dúzia somente. Precisa parar de olhar para trás, se não vai bater no primeiro poste que vier pela frente”, ironiza Silva, sobre o fato da atual administração ficar preocupada apenas em criticar as administrações passadas, mesmo após um ano de mandato.

Outro vereador ouvido foi Giovane Genizelli (PP). “É preciso estudar, a curto prazo, um projeto para um novo manancial e resolver a estrutura do SAAE. Foi deixado dinheiro em caixa para isso. Mas precisa ser aplicado, não pode ficar parado nos cofres. A população está cansada de ouvir promessas desse governo”, lamenta. Ele garante que está procurando meios legais para fazer com que o dinheiro seja aplicado onde mais precisa.

Resposta
O presidente do SAAE, Luis Carlos da Silva, disse que está em projeto a construção de um reservatório no bairro e de obras de melhorias na rede de distribuição. “Vamos atender as 400 famílias que sofrem desse mal”, garante. “Já conversamos com quase todos moradores. Estamos abertos a diálogos com todos, sem desdenhar do problema”, garante.

Silva afirmou que é preciso paciência e que em mais dois meses os problemas serão sanados. “Nosso primeiro trabalho em 2006 é resolver os problemas no jardim Cordeiro. Mas, como tudo é muito burocrático, estamos seguindo os trâmites necessários para que não haja mais adiamentos. Para se ter uma idéia, só a travessia da rede sobre a rodovia Washington Luis ficará em R$ 150 mil. Tudo é muito delicado quando se trata de administração pública”, garante.

Sobre o nível da represa, o presidente do SAAE falou que há problemas de vazamento na barragem, mas que isso também será sanado. E alerta a população para um possível período de racionamento. ”Nos próximos 15 dias, se não chover, vamos precisar tomar medidas de racionamento geral”, lamenta.

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NBC e as fotos que marcaram 2005

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O site da NBC traz algumas fotos que marcaram 2005.
Clique na foto acima para ver as imagens sensacionais!
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Fotos do show das Velhas Virgens em Piracicaba

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Advogado tenta expulsar jornalista da Câmara

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Quando pensamos que estamos no fundo do poço, percebemos que ainda não chegamos nem na metade. Leia um trecho do relato do meu amigo jornalista João Leonardi sobre um fato ocorrido na sexta-feira, 20 de janeiro, em uma reunião da Câmara Municipal de Limeira:

"Ao entrar e me aproximar já bati uma chapa. Em seguida o advogado da Câmara, Fernando Lencioni pediu para o cinegrafista parar a filmagem e disse mais ou menos o seguinte, se dirigindo a minha pessoa:"o senhor sabe que precisa de minha autorização para fotografar
aqui?"[...] visivelmente alterado e quase gritando, Fernando Lencioni pedia para que eu me retirasse do recinto e quase aos berros gritava insistentemente "ponha-se daqui pra fora, já!".

Eu então disse que estaria saindo da sala, mas bem devagar e que não iria sair correndo do local. Achei que o jurídico da Câmara poderia passar mal, pois estava descontrolado. Saí para evitar a possibilidade de problemas cardíacos ou cerebrais. Logo depois e já lá fora um funcionário da Câmara veio me pedir dizendo que o 'seo' Fernando queria que eu saísse das dependências do legislativo". (leia a íntegra do texto aqui)

Veja até onde pode chegar o absurdo em Limeira: um advogado, que subentende-se estar ciente dos direitos constitucionais dos cidadãos, impedindo um jornalista de registrar cenas de uma reunião que já estava sendo filmada! Uma Casa do Povo, como assim é conhecido Legislativo, não deve suportar atitudes como essa.

Talvez o nobre advogado tenha se esquecido, mas ele está sendo pago com dinheiro público e prestando serviços tão somente à população. Os vereadores foram postos lá, independente da competência, através de iniciativa popular.

Por mais que alegasse se tratar de uma reunião secreta, ou seja, probida de ser divulgada, há a necessidade disso ser publicado no Jornal Oficial do Município com, pelo menos, 48 horas de antecedência.

Probir a imprensa de fazer seu trabalho soa como uma volta aos porões da ditadura. A censura, por qualquer parte que seja, deve ser coibida da vida pública. Portanto, mais que respeitar os direitos, esse nobre defensor das leis deveria servir um cafézinho ao jornalista. E perguntar: "o senhor precisa de mais alguma coisa, seo Jão?".

Infelizmente, ainda veremos expedientes desse tipo por, pelo menos, mais três anos. Quem sabe a próxima leva de vereadores aprenda um pouco como NÃO se deve fazer política com os atuais edis.

Tsc, tsc, tsc...
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Os patos estão de luto: coluna "Ooops!" sai de cena

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O editor-chefe e colunista da Folha Online, Ricardo Feltrin, informou no último dia 19 que a sua coluna semanal "Ooops!" deixará de circular esse semestre. Em sua nota de "despedida", o jornalista afirma que vários motivos o levaram a tomar essa "dolorosa decisão", mas que se trata de algo temporário.

Segundo ele, "nos últimos dois anos, a cada semana ficava mais difícil conciliar a função de editor com a de colunista, graças ao demoradíssimo processo de apuração, redação, edição e montagem de Ooops! Após quase dois anos de pressão, o acúmulo de trabalho enfim superou as forças. Além disso, sabemos que 2006 será um ano muito importante para o país, com Copa do Mundo, eleições gerais e troca de poderes (e interesses), sem falar na cada vez mais imprevisível relação internacional entre países, especialmente no Oriente Médio. É hora de focar o trabalho jornalístico e todas as nossas forças nos fatos mais sérios e importantes da sociedade. Por serem simples diversão, notícias e brincadeiras com celebridades podem esperar".

Quando voltar, "provavelmente no próximo semestre", a coluna poderá se transformar em um blog com atualizações "quase diárias". Leia a nota de despedida aqui.

Leio o Feltrin há quase três anos. As quintas-feiras amanheciam mais alegres com a leitura dessa coluna de fofoca, sim, mas que não fazia demagogia com as chamadas "estrelas". Pelo contrário, chegava a desdenhar da questionável fama de alguns. Simplesmente sensacional: qualquer um podia ler sobre fofocas sem se sentir culpado!

Feltrin tem um estilo único, o que o levou a ser o jornalista de celebridades mais copiado da internet, TV e rádio no Brasil. Aqui em Limeira, mesmo, já cheguei a ver várias notas de sua autoria nas colunas sociais dominicais locais. Todas, claro, sem crédito!

Mas quem ficará responsável pelos integridade dos patos!?!? Socorro, Malígna...

Cabooong!
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Segunda-feira... ah, segunda-feira!

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Quando criança, eu tinha um quadro do Snoopy pregado na parede.Até hoje me lembro da frase escrita nele:

"Segundas-feiras são bancos de areia no caminho da vida!".

Tem como discordar?
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Madrugada dos presidenciáveis

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Enquanto não temos nenhuma definição quanto ao nome do PSDB para canditato a presidente, vamos imaginar como seria o governador Geraldo Alckmin em uma versão George Romero. Até que ficou bonitinho... Assim, desse jeito, ele teria seu voto?
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Separadas no nascimento

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Primeiro post da série "Separados no Nascimento".

Uma é conhecida por ser a matriarca de sua família. Sua elegância e firmeza nos negócios permitiram que administrasse sua "empresa" com mãos-de-ferro. Trata-se de uma mulher de brio, que não aceita ser contrariada. É irascível e impaciente, principalmente quando não é obedecida cegamente por todos ao seu redor.

E a outra... bem, é só um personagem de novela.
Qualquer semelhança talvez seja uma mera coincidência.
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Juíz manda suspender salários de deputados

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Os presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), foram intimados pelo juiz federal da 20ª Vara do Distrito Federal, Márcio José de Aguiar Barbosa, a cortar os salários dos parlamentares que não comparecerem às sessões do período de convocação extraordinária do Congresso. O mandado de notificação e intimação assinado pelo juiz é fruto de ação popular impetrada pelo advogado Pedro Elói Soares.

O documento entregue hoje afirma que os presidentes devem deixar de fazer o pagamento das parcelas dos salários aos parlamentares que não tiverem freqüência mínima de três dias por semana ou que não justificarem suas ausências, conforme prevê o regimento. O pagamento das verbas da convocação somente poderá ser realizado proporcionalmente às semanas cujas presenças forem efetivamente comprovadas ou justificadas.

Na primeira parte da convocação extraordinária, que começou no dia 16 de dezembro e terminou na sexta-feira passada, no entanto, não houve controle da presença dos senadores e deputados no Congresso, uma vez que o plenário estava fechado e não houve sessões deliberativas.
Fonte: Agência Estado
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Férias internacionais

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O prefeito de Limeira, Sílvio Félix (PDT) parece ter sentido o baque de seu primeiro ano de administração. Depois do espetáculo proporcionado na frustrada tentativa de se criar a "taxa da luz", o chefe do Executivo estará descansando em águas internacionais. Primeiro vai ao Canadá e depois segue até o Japão.

Ao que tudo indica, a cidade está funcionando em perfeita harmonia! Não temos crianças nas ruas pedindo e pedindo, não temos assaltos nem homicídios, não temos défict na geração de empregos, não temos mães esperando por vagas em creches, não temos falta de remédio. Enfim, não temos nada!

Contudo, não posso deixar de me perguntar: o que nosso excelentíssimo senhor prefeito estaria buscando nesses países? Sua visita à Cuba no ano passado resultou em algo de concreto para o município? No começo de seu segundo ano de mandato, vale a pena deixar tudo por semanas e voltar como se nada tivesse acontecido?

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Nova música das VV

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Veja, em primeira mão, uma das músicas inéditas do novo CD das Velhas Virgens, a ser lançado ainda nesse semestre, em comemoração aos 20 anos de estrada da banda.


CUBA NA JARRA
Velhas Virgens


Hoje é segunda e a balada é muito louca
Tira a mosca da minha sopa
Eu vou tomar cuba na jarra


Tem muita gente na ressaca do domingo
Eu não tenho dó um pingo
Vou tomar cuba na jarra


Na terça-feira que se dane meu emprego
De chefe eu não tenho medo
Vou tomar cuba na jarra


Minha semana vai começar nesta festa
Quem não bebe é que não presta
Vou tomar cuba na jarra

CUBA NA JARRA
CU-BA-NA-JAR-RA

CUBA NA JARRA
CU-BA-NA-JAR-RA

CUBA NA JARRA
CU-BA-NA-JAR-RA

Caíram todos, não sobrou nenhum
A quarta-feira é o meio da semana
Eu só vou com quem me chama
Pra tomar cuba na jarra

Na quinta-feira não tem mais quem me segura
Viro a noite pela rua

Pra tomar cuba na jarra

Chegou a sexta eu não preciso nem dizer
Que eu quero mesmo é beber
Eu vou tomar cuba na jarra!

Fim de semana e eu no meio desta fetsa
Quem não bebe é que não presta

Eu vou tomar cuba na jarra!
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Como conviver com as decepções?

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Como já disse, no primeiro post desse blog, acompanhei de perto o começo dos trabalhos legislativos em 2005. Assistia às sessões, passava duas ou três vezes por semana na Câmara só para saber o que estava acontecendo. Enfim, gostava mesmo de estar por perto. Em 2004, apesar de não acompanhar muito as sessões, fiquei mais próximo aos gabinetes e aos vereadores. Aprendi como funciona uma Câmara e para que servem, de fato, os vereadores. Ou pelos menos soube quais eram as funções que tinham de desempenhar.

E, como jornalista, acabei adotando uma postura mais "em cima do muro" no ano passado. Por ter passado dois anos sendo ácido com tudo e todos no Tiro & Queda [in memorian], resolvi deixar um pouco isso de lado. Afinal, não custava tentar entender o lado dos políticos, não? Bom, foi esse meu erro. Alguns colegas acabaram se afastando e dizendo que eu estava me vendendo, que "não era para ficar do lado deles". Mesmo assim, continuei pegando leve.

Um dos fatores que me levaram a querer "estar de bem" com nossos parlamentares se deve, em grande parte, pela simpatia que tinha pela atual presidenta, Elza Tank (PTB). Veja bem, eu disse tinha! No começo do ano passado, após uma série de conversar que vinham desde o final das eleições passadas, acabamos deixando algumas coisas pré-acertadas. Entre elas, estava a confecção de uma biografia sua. Havia proposto isso à ela, que se mostrou bastante empolgada. Revelou que já havia pensado nisso e que, a partir daquele momento, poderia cuidar dessa compilação de suas memórias.

Same old thing
Porém, uma série de eventos acabaram quebrando a admiração que tinha, substituindo-a por uma frustração irremediável. As palavras que antes eram ouvidas com atenção e prazer, passaram a soar como demagogia ultrapassada de quinta categoria. O olhar experiente passou a ser visto como egocentrismo desenfreado. O preconceito disfarçado de vanguardismo se revelou em poucas palavras. A vontade de aparecer se disfarçou de assistencialismo barato.

Você me pergunta: qual motivo para tamanha decepção? Prefiro não entrar em detalhes profundos, limitando-me apenas dizer que afirmações verbais não têm valor algum. O fio do bigode deixou de existir há tempos. Eu já sabia disso, mas precisei vivenciar para ter a certeza de que não há como acreditar muito em políticos.

O que causa mais estranheza é que a quebra na admiração foi recíproca. Alguns conhecidos em comum confidenciavam-me que a presidenta tinha uma simpatia grande por mim. Até mesmo os mais próximos a ela estranhavam tal simpatia, já que meu nome era defendido em conversas reservadas no Legislativo. Ficava grato em saber disso. Mas, na política, nada é como aparenta ser.

Para se ter uma idéia, minha última conversa com a presidenta foi em março de 2005. Não por omissão minha, mas por fatores desconhecidos até hoje por mim. Enquanto antes bastava eu chegar a sua sala que era prontamente atendido, depois ficou um jogo de ping-pong miserável. Ligava, agendava entrevistas pessoalmente e nada de ser atendido. Horas foram perdidas, esperando por um atendimento.

Assim, as semanas foram passado, os tropeços da Casa aparecendo e, consequentemente, um certo alívio acabou tomando conta de mim. Alívio por não fazer parte desse time, alívio por não ter de ficar me justificando por erros de terceiros. Nomeações irregulares, nepotismo, malas pretas, subserviência ao Executivo... tudo isso não seria meu cotidiano!

Casos
Umas das razões dessa experiência malfadada tem como protagonista o Partido dos Trabalhadores. Nunca fui simpatizante com os vermelhos e muito menos com suas convicções políticas e ideais. Mesmo assim, não me impediu de fazer amigos entre os chamados "de esquerda". E isso nunca foi motivo para deixar de conversar com esse ou aquele petista ou parar de frequentar esse ou aquele gabinete. Pelo contrário: já cheguei a entregar projetos para os vereadores petistas apresentarem. Sempre deixando claro que não gostava do PT. Fui respeitado por isso, assim como os respeitei por aceitarem meu posicionamento.

Mas, em se tratando de Elza Tank, essa postura não é bem aceita. Logo ela, que deveria saber como é importante sabermos deixar de lado algumas intrigas de lado para podermos fazer política, ignorou a democracia e passou a atacar a todos aqueles que estivem, na sua percepção, ao lado do PT. Com isso, eu passei de mocinho para bandido. Tudo porque não quis ser hipócrita em deixar de conversar com os petistas dentro da Câmara.

Outro fato foram as companhias dee colegas de profissão da chamada mídia alternativa. Enquanto um grupo fazia o seu dever, que era cobrar providências da presidência com relação aos erros cometidos, eu apenas os acompanhava nas conversas de bastidores. E, em muitas oportunidades, sequer falávamos sobre política. Mas, para os olhos que tudo vê dentro da Câmara, isso soava como conspiração. Mais uma vez, eu estava entre os alvos.

Por fim, chegamos ao primeiro escalão do Legislativo. Mesmo não tendo feito nada contra determinadas pessoas, havia aquele clima de desconfiança sobre mim. O time dos que ganham mais de R$ 4 mil por mês parecia não querer muito minha preesença. O motivo? Os mesmos relatados acima. Devo destacar a influência corpo-a-corpo do
"Ademir da Guia" limeirense. Mesmo me tratando bem até hoje, seu trabalho nos bastidores era para que eu não fizesse parte da equipe, por assim dizer. Talvez por saber que nunca aceitaria sua exigência de co-participação salarial. Se há pessoas que se submetem a isso, que assumam o ônus por isso.

Conclusão
Hoje vejo que o melhor acabou acontecendo. Há exatamente um ano estou como responsável por um jornal da vizinha Cordeirópolis e continuo lidando com política e políticos. E vejo que, de certa forma, esses colegas acabaram acertando quando disseram: "cuidado, nunca confie em político". Se estivesse continuado com minhas pretensões, talvez estaria ainda mais decepcionado.

Hoje vejo que posso continuar a me interessar - dentro do possível, né? - pela política limeirense sem me machucar. E sem ter piedade por aqueles que exercem seu cargo público. Não adianta querer se passar por injustiçado, dizendo que a imprensa não ajuda. Quando assumiram o desafio de chegar a cadeira que tanto almejaram, sabiam que seriam cobrados por toda e qualquer ação cometida. E nada mais justo. Afinal, são pagos com dinheiro público. São nossos funcionários, precisam prestar conta de tudo para nós, apesar de não cumprirem suas determinações constitucionais.

Hoje vejo que tudo o que está acontecendo aos nobres parlamentares não é por acaso. O plantio foi feito. A safra chegou. É hora de colher!

Hoje eu vejo.

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Trilhas sonoras para download

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Como o assunto "política" anda devagar esse mês, vamos falar de coisas mais interessantes. O site russo Allsoundtracks.com oferece gratuitamente downloads de músicas!

Basta escolher o filme e selecionar todas as músicas desejadas. Depois, ao clicar no diquete azul logo abaixo das caixas de seleção, uma nova janela irá se abrir. Assim, basta copiar os arquivos para o computador e pronto!

Sensacional! Quase chorei quando encontrei a trilha de "From Dusk Till Dawn". Clique na figura para ver o quão foda é esse álbum!
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E por falar em Velhas Virgens...

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Uma homenagem ao meu brother Paulão!
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Velhas Virgens lançam biografia

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O que aconteceu nos bastidores da maior banda independente do país ao longo de seus quase vinte anos de existência? Quais os impactos da fama em um grupo que se formou de maneira descompromissada e atingiu o ápice sem precisar do apoio da grande mídia? O que esperar de uma banda que pede para que as mulheres abram suas pernas e afirmam que tudo o que fizeram foi lindo, mas foi só pra te comer?

Essas perguntas poderão ser encontradas no livro “Velhas Virgens: 18 anos de bar em bar” (Gabaju Records/Ateliê Editorial). Os autores Ricardo Gozzi e Alexandre “Cavalo“ Dias (guitarrista da banda), reuniram histórias resgatadas da memória dos cinco integrantes. Além de Cavalo, fazem parte: Paulão (vocal e gaita), Lips (bateria), Caio (guitarra) e Tuca (baixo). Em 192 páginas, é possível descobrir como a banda formada na zona norte de São Paulo em meados dos anos 80 se tornou o maior fenômeno musical independente dos últimos anos.

Lançado em outubro de 2005, nas comemorações dos 19 anos de carreira do grupo, o livro conta também com um caderno de fotos que ilustra a carreira etílico-musical. O site montado para divulgar o livro traz 26 histórias inéditas que não couberam no livro e uma música gravada em um show de 1988. Além disso, aquele que comprarem o livro poderão baixar mais músicas inéditas no site.

Lá é possível conferir histórias como essa:

Tocando o Puteiro
Saindo de um show em Ponta Porã, Cavalo levou Tatá, Marquinhos e outros companheiros para a primeira viagem internacional de suas vidas. Atravessaram a pé a fronteira com o Paraguai e passaram algumas horas em Pedro Juan Caballero. “Resolvemos então tomar umas cervejas paraguaias. São baratinhas. Alucinado, o Tatá começa a berrar: ‘Ayala, Ayala, eu tô aqui, Ayala.’

Só pra esclarecer, Ayala é um técnico de som paraguaio bastante conhecido na noite paulistana. Então saímos em busca de puteiro, mas eram 7h da manhã e, cá entre nós, até as putas descansam.”Pois é, até as profissionais do sexo precisam relaxar. Mas esqueceram de contar isso para um pessoal que contratou as Velhas Virgens para um show no Paraná. Resultado: mais um dos inúmeros episódios indigestos vividos pela banda em prostíbulos espalhados Brasil.

“Certa vez, fomos fazer um show no Paraná e um dos caras que nos contratou disse que mandava na cidade. Ele garantiu que a gente podia tocar até tarde e depois faria qualquer puteiro funcionar na hora que a gente acabasse o show”, lembra Paulão. Até seria interessante se fosse verdade.

“Mas a história não era bem assim. Acabamos de tocar tarde pra caramba, ficamos tomando umas até mais tarde ainda e o sol ia nascendo quando resolvemos visitar um puteiro da cidade – mais por insistência do cara, pois eram quase 7h da matina e a gente achou estranho o puteiro ficar aberto até aquela hora. Nem em São Paulo é assim, com exceção do Love Story, que nem é puteiro, é balada”, prossegue Paulão.

“Estacionamos na frente do puteiro e o cara começa a tocar a campainha. Ninguém atende e ele vai ficando impaciente, começa a reclamar, praguejar, xingar as putas. Passa um tempo, sai uma puta cheia de bob na cabeça falando: ‘Porra, a gente também tem o direito de dormir. Ficamos esperando um tempão você trazer os garotos e você não deu nem sinal de vida. Agora não tem negócio.’ E pum. Bateu a porta na cara do suposto dono da cidade.”

Razão do sucesso
Se existe uma palavra que resume as Velhas Virgens é “autenticidade”. Mesmo tendo uma gravadora própria (Gabaju Records), seis discos, um DVD e um CD-Rom, os integrantes da banda continuam sendo os mesmos bêbados, loucos e roucos de antigamente. Tratam os fãs com respeito e são respeitados por isso.

Sempre ligada nas necessidades de seus seguidores, montaram um site para manterem contato com a legião de fãs através dele. Para se ter uma idéia de como essa ferramenta é essencial no esquema de divulgação, a newsletter oficial possui mais de 30 mil cadastrados e no orkut são 60 comunidades (a maior delas com mais de 28 mil membros).

Tentando atender a tantos ouvintes, para esse ano, além dos shows acústicos realizados em todos os domingos de janeiro, há a previsão de um novo CD para abril e de outro DVD para outubro, durante as comemorações de duas décadas de estrada. A experiência “unplugged” também poderá virar um álbum.

Tamanha admiração corresponde em números: são mais de 100 mil CDs vendidos e cerca de 150 shows por ano. Mas a competência não está apenas nas letras e no exército de seguidores. A pegada blueseira e o vocal potente de Paulão fazem das Velhas Virgens a maior banda do Brasil. Independentes ou não!

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Madrugada dos presidenciáveis

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Enquanto o PSDB não define seu candidato a presidente... vamos ver como seria a campanha de alguns presidenciáveis no "post mortem"! Com vocês, Geraldo Zumbilckmin.
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Qual idade ideal para se ter uma arma: 25 ou 21?

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A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que reduz de 25 para 21 anos a idade permitida para uma pessoa ter seu porte de arma. Segundo o autor da matéria, deputado Francisco Appio (PP), a atual restrição constitui-se uma contradição. "O jovem está habilitado a votar aos 16 anos de idade, dirigir aos 18, tem o seu exercício pleno de cidadania a partir dessa idade, mas ficou limitado por uma lei que não foi discutida com a sociedade".

A lei em questão é o Estatuto do Desarmamento, aprovado no final de 2003. Antes do Estatuto, o porte de arma podia ser concedido aos maiores de 18 anos. Apesar do absurdo dito pelo parlamentar, não há, na lei proposta, indicação de que a idade mínima para receber o porte de arma acompanhe os trâmites do voto ou da habilitação. O deputado que que o jovem de 21 anos possa obter seu porte de arma.

Veja o que diz a justificativa do projeto:

"Entendo que a norma correta seria a redução da idade mínima para 21 (vinte e um) anos. Poderemos, com isso, corrigir a distorção existente no Estatuto do Desarmamento. Pesquisas comprovam o amadurecimento dos jovens, que aos 21 anos estão em pleno exercício de suas atividades, de seu conhecimento e da cidadania, assumindo, com responsabilidade, seu papel na sociedade. Não pode ser negado o direito, se desejarem, e cumprindo as exigências legais, de adquirir ou portar uma arma."

Mas será que o jovem está apto, aos 21 anos, a carregar uma arma? Por mais educação que tenha, ainda está em processo de adaptação ao mundo adulto, não consegue conter a avalanche dos hormônios.

Eu, com meus 21 anos, estava saindo da faculdade e não sabia bem o que esperar da vida. Hoje continuo cometendo erros, mas alguns foram deixados de lado. Mesmo que o jovem de hoje esteja mais responsável e maduro, ainda é cedo para saber o que fazer em situações de extrema adrenalina.

Parece que não aprendemos nada com o fatídico resultado do referendo em outubro último. Enquanto a maioria preferiu manter uma sociedade armada, onde mata-se 40 mil pessoas por ano, nossos nobres parlamentares estão aproveitando a onda e despejando esse circo de aburdos em nossas bocas.

Alguns engolem. Outros cospem. Mas o gosto ruim fica na língua de todos!
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Precisamos de mais deputados?

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Nada como começar o ano bem. Veja o que pode acontecer nos próximos dias: um substitutivo incluído na última hora na pauta de votações pretende aumentar o número de deputados para 521. Ou seja, oito cadeiras a mais do que o atual.

Se for aprovada a proposta, teremos um gasto de R$ 10 milhões anuais aos cofres públicos. O pior é que mesmo estando a nove meses das eleições, o projeto pode ter efeito para as eleições deste ano, já que a pauta da convocação ainda se refere ao exercício de 2005. A "sensacional" proposta recebeu o apoio de nove líderes partidários (PT, PSDB, PFL, PMDB, PTB, PP, PL, PDT e PV) em julho passado e pode ser um dos primeiros itens a serem votados na próxima semana.

O mais foda em tudo isso é que o projeto original do deputado Nicias Ribeiro (PSDB) previa ainda mais gastos para a Câmara, com a criação de 28 vagas, chegando aos absurvos 541 deputados. Não fosse a intervenção "oportuna" do deputado Osmar Serraglio (PMDB), atual relator da CPI dos Correios e autor do substitutivo, o resultado seria um gasto anual de cerca de R$ 36 milhões.

Mesmo assim, oito deputados a mais em nada vai beneficiar os brasileiros. O pior entre tudo isso vai ser aguentar a demagogia dos candidatos tão logo sejam definidas as candidaturas nas convenções. Qual o real interesse em uma pessoa passar por um pleito, gastar mais de R$ 1 milhão em campanha (sim, esse é o valor de uma campanha para deputado federal) e mentir descaradamente na nossa fuça? Simples: tudo por um salário mínimo de R$ 12 mil.

Por isso vou votar em branco em 2006 para deputados. E não adianta candidatos limeirenses fazerem campanhas com foco no "precisamos de um representante nosso lá". Não vejo nenhum dos virtuais candidatos sendo merecedor do nosso voto.

E você, conhece alguém que merece estar lá? Me convença do contrário, então!

É foda!
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Back in the saddle

Posted: | Por Felipe Voigt | 20 comentários
Ano novo... blogo novo! Depois de uma aventura, percebi que precisava, enfim, de um blog mesmo. E cá estou, de casa nova, pronto para tentar escrever sobre tudo e sobre todos.

Lógico que, por gostar da política, os assuntos deverão ser, em sua maioria, sobre política. Mas nada impede que outros temas sejam comentados aqui. Vamos ver no que dá.
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Briguei com a política

Posted: | Por Felipe Voigt | Marcadores: 0 comentários
Houve uma época em Limeira em que havia esperança nos eleitores. Houve um momento em que todos acreditavam que estavam escolhendo o certo, atirando no alvo. Eu fui um desses iludidos eleitores. Depois de ter acompanhado todas as sessões ordinárias da Câmara Municipal de Limeira nesse ano, há algumas semana parei de assisti-las. Não por falta de tempo ou outra impossibilidade. Parei porque briguei com a política.

O principal motivo que me levou a deixar de presenciar o espetáculo produzido por nossos nobres edis foi a demagogia e inconsistência de seus discursos. O que mais incomoda é o expediente adotado por boa parte dos parlamentares: ao serem questionados sobre determinado ato ou opinião, logo rebatem, dizendo que só aceitarão críticas quando o crítico se candidatar a algum cargo político. “Vá ser candidato primeiro, depois venha criticar”, dizem.

Talvez seja implicância minha, mas a Constituição Federal, em seu artigo 5, garante a “livre a manifestação do pensamento”, assim como “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Todos nós, cidadãos, somos desafiados pelos parlamentares a passarmos por um processo eleitoral antes de falarmos qualquer coisa que possa atrapalhar o “excelente” trabalho realizado por eles. Mas será mesmo que só teremos a chance de questionar, por exemplo, sobre o fato de termos um Legislativo que funciona como quintal do Executivo, quando nos filiarmos a algum partido e deixar nossos nomes em muros e santinhos?

Todos temos o direito de indagar nossos representantes sobre o que acreditamos ser certo ou errado. Afinal, eles são nossos funcionários. Todos eles: prefeito, secretários e vereadores. Não somos nós que trabalhamos para eles. São eles que trabalham para nós. São pagos com dinheiro público, dinheiro oriundo de impostos e mais impostos pagos em tudo: desde um simples café até um automóvel novo.

Amo muito a política para me sujeitar a um processo eleitoral. Não tenho tino para tal, conheço minhas limitações. Sei que tenho o direito de perguntar sem precisar de candidatura ou autorização de alguém. Não vai ser nenhum vereador que vai me permitir ficar indignado ou não!

Talvez não tenha brigado com a política, de fato. Talvez tenha brigado apenas com algumas pessoas que fazem da política um balcão de negócios e deixam aspectos morais e constitucionais de lado.

Talvez nós é que devessemos desafiar os nossos nobres vereadores a partir de agora: deixem interesses pessoais de lado, depois venham pedir nossos votos.


Talvez!
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