Pois bem: estou terminando de editar, de forma independente mesmo, um livro com meus poemas. Muitos já
os leram aqui no blog, mas no livro terá maioria inédita. E essa porra toda enche o saco pra caralho! Correr com registro, com diagramação, escolher a ordem dos poemas e tudo mais... Sério: chega a desanimar e querer mandar tudo pra casa do caralho. Até porque o medo de ninguém comprar algo escrito por você é o que mais retrai. Ler por aqui é fácil, basta clicar no link e pronto. Mas se dispor a pagar por algo meu é algo que me deixa receoso.
Agora estou na fase da capa.
Sempre gostei muito desta pintura do Denis Peterson acima. A foto fala mais que laudas e páginas de texto. O cansaço exposto, a desconstrução social, a degradação moral... Ele está cansado. De tudo. Da vida, dele mesmo, dos outros. Não está deitado, descansando. Está caído, sem forças. Muitos o olharão como vagabundo, não entenderão seus motivos de estar ali, jogado... E ele não quer olhares de piedade, apenas precisa cessar o cansaço. E o fato de ser uma pintura e não uma foto só transforma ainda mais a imagem em poesia pura. O mesmo acontece com a figura abaixo. Elas falam sozinhas, sem legendas. É de uma sensibilidade rara encontrar pinturas assim, que ultrapassam o real e o surreal. Elas existem sozinhas, independente do que acharão delas. O cara na foto acima sou eu. Na abaixo também.

Entrei em contato com o artista e por ora não tenho condições de pagar o valor que ele pede para usar sua pintura. E olha que ele foi camarada e sacou que era uma publicação independente e colocou um valor baixo para um trabalho com essa qualidade. Apenas não consigo agora, outro dia conseguirei. Porque ele é foda -
clique e veja se estou errado!
Sendo assim, me indicaram fazer uma foto na mesma linha e me usando como personagem. Não fico confortável com a ideia de ter um livro meu com minha foto na capa. Pareceria capa de disco – sim, ainda uso “disco” ao me referir aos álbuns lançados por cantores e bandas. Como não sou artista, me botar na capa seria egocentrismo demais, mais até do que meus próprios poemas.
Enfim: o que quero com tudo isso? Que você me ajude, caralho!
Conhece alguma fotógrafa? Um fotógrafo? Que tenha a sensibilidade de captar o que vi nessas figuras e reproduzir uma com a mesma emoção e poesia? Você é um artista da fotografia e tem algo parecido? Quer fazer uma parceria comigo? Te pago uma cerveja depois... pra dividi-la comigo.