Busca-se o ar
mas ele não entra
Dói como se me afogasse
como se o peito serrado fosse
como se a vida ali parasse
Dói como nunca mais havia doído
A lágrima nos olhos não cessa
E o soro delas a boca amarga
À tona vem a repulsa de outro
Aquele que te afasta em silêncio
Levanta-te em dúvidas
Repousa-te em certezas
E nada aplaca o infernal
zunir dos ofegantes suspiros
Súplicas são emitidas
ao teto que se fecha
aos lados que se aproximam
ao chão que se ausenta
Tudo enfim se omite
Será esse o limite?
Ergo-me em compreensão
mas mesmo eu preciso de segurança
ou me consumirei em perguntas
que não me deixarão dormir
Dos tolos, sou o mais sábio
Dentre os sábios, o mais idiota
És o melhor e o mais tolo, de fato
Por isso mesmo passarás sozinho
o intermitente virar dos minutos
que deságuam em horas agonizantes
Nem mesmo os densos
suportarão o peso da tua
convivência
És tão denso que teu peso
deixará o outro leve
ao se ver livre
E eu sei disso
A palavra que trazia conforto
agora é recebida como golpe
De tão certo, erras na dose
e o que era um doce remédio
agora se transforma no mais
amargo dos venenos
Sou a pior melhor companhia
que você não precisa ter agora
Apenas meia garrafa te resta
E uma noite inteira se levanta
Passarás por isso sóbrio
Bem-vindo de volta
Teu lugar de sempre
o aguarda
Pois dói
como nunca mais havia
doído
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| Quem sou eu
"Sou a antítese de mim mesmo! Aquilo que me diferencia é o que me escraviza!"
* Editor-chefe de um jornal semanal, já fui produtor e diretor de TV, comentarista politico em rádio, balconista de boteco e o caralho que você imaginar. Só não fui michê por falta de cliente!
* Não estou filiado a nenhum partido político nem tenho pretensões de me candidatar a qualquer cargo público eletivo. Sou somente mais um jornalista metido a falar besteira sobre qualquer coisa!
* Ouço e toco blues, jogo pôquer, bilhar e não estou preocupado com o que vão pensar sobre minhas opiniões aqui escritas.
* Ou seja: FODA-SE!
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5 comentários:
Conheço bem essa dor...não tem remédio, não tem ombro amigo, nada cura, nem mesmo o tempo. A maioria das pessoas sofrem caladas, choram pra sempre, mas apenas alguns poucos como você fazem disso poemas belíssimos, é um desabafo que chega ao leitor como um grito pedindo socorro, e nada podemos fazer e ai dói aqui tambem, como nunca mais havia doido.
nos resta saber que apesar das cicatrizes a intensidade da dor diminuirá e você poderá seguir o teu caminho...
chorei...
...intensidade
escrever é abrir ferida...
sangrar pelos dedos
Já disse que às vezes dói te ler... por transformar tua dor em algo tão tangível quanto esse texto... de sentir a dor junto.
Dessa vez pegou pesado, to aqui em prantos...
Agora vc chora dai e eu daqui, queria estar por perto, te dar um abraço e um beijo.
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